09/05/2018

crente dificil




Se na época antiga costumava-se considerar que crentes sinceros eram raros, hoje parece haver consenso quanto a um aumento significativo de desonestos. Talvez você não tenha muito em termos de riquezas deste mundo para compartilhar com os outros, mas tem em abundância algo que vale muito mais que o dinheiro. Você tem a verdade, o amor, o reconhecimento de Deus por meio de Jesus.

Na atualidade, nos deparamos com a difusão dos chamados crentes difíceis que são aqueles que se mostram resistentes ao clássico: conhecimento, ou seja, remetem-se somente a necessidade de se debruçar sobre sua própria ambição, com vistas a um próprio entendimento cuja interpretação é maior do que está exposto na bíblia.

O termo próprio entendimento nesse caso diz respeito à cômoda condução do processo analítico espiritual, ou seja, designa uma análise bíblica que não se renova, exigindo um remanejamento dos dispositivos racionais: filosofia, psicologia, teologia…. Infelizmente, diante da resistência desses crentes, em questão da fé, da cura, e até da salvação, investiga-se uma certa constituição da alienação, tema que vem fomentando discussões acerca das relações práticas da fé entre si e em vários lugares. Sendo assim, qualquer ameaça de perda do foco gera uma angústia avassaladora, posto que sem fé, o indivíduo sente-se perdido e indefeso.

Também se verifica que o processo de conversão cristã vem de uma vivência traumática que incide sobre a relação do indivíduo com o que lhe é extremo ou externo, daí a forma tão agressiva da maioria, o que fazem muitos aceitarem jesus por conta do transbordamento de traumas cotidianos provocado pelo colapso narcísico (orgulho).

Essa ideia de que o sujeito precisa se agarrar desesperadamente ao outro, como garantia de proteção, tal qual uma criança se segura na mãe quando em perigo, instaura uma dependência e supervalorização da confiança em detrimento da segurança e das potencialidades para lidar com as dificuldades do mundo. Nessas condições, Jesus assume um suporte vital para alguém, pois ele é o símbolo do amor e segurança. Uma vez “convertido nele”, a defesa privilegiada da sua fé passa a ser a via pela qual o psiquismo se constitui, o que se traduz em um significativo enriquecimento a saber, no amor que corresponde ao desejo de ser amado incondicionalmente pelo outro; onde se agarrar ou segura-se com força a sua presença o torna excessivamente requisitado… E pra finalizar, Vamos compartilhar nossas bênçãos materiais e espirituais com os que precisam, para que venham conhecer nosso amoroso e generoso Deus, e Seu maravilhoso filho, Jesus?

Digo que talvez você não tenha condições hoje de ajudar os outros psicologicamente, financeiramente, mas se lhes oferecer atenção, assistência, oração, consolo e amor, já ajuda. Talvez você também não tenha a justiça dos homens ao seu favor, mas se tem as de Deus para liberalmente compartilhar com os outros a salvação, você está fazendo o certo!




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tom caet