Se na época antiga costumava-se
considerar que crentes sinceros eram raros, hoje parece haver consenso quanto a
um aumento significativo de desonestos. Talvez você não tenha muito em termos
de riquezas deste mundo para compartilhar com os outros, mas tem em abundância
algo que vale muito mais que o dinheiro. Você tem a verdade, o amor, o reconhecimento
de Deus por meio de Jesus.
Na atualidade, nos deparamos com
a difusão dos chamados crentes difíceis que são aqueles que se mostram
resistentes ao clássico: conhecimento, ou seja, remetem-se somente a
necessidade de se debruçar sobre sua própria ambição, com vistas a um próprio
entendimento cuja interpretação é maior do que está exposto na bíblia.
O termo próprio entendimento nesse
caso diz respeito à cômoda condução do processo analítico espiritual, ou seja,
designa uma análise bíblica que não se renova, exigindo um remanejamento dos dispositivos racionais: filosofia,
psicologia, teologia…. Infelizmente, diante da resistência desses crentes, em
questão da fé, da cura, e até da salvação, investiga-se uma certa constituição
da alienação, tema que vem fomentando discussões acerca das relações práticas da
fé entre si e em vários lugares. Sendo assim, qualquer ameaça de perda do foco
gera uma angústia avassaladora, posto que sem fé, o indivíduo sente-se perdido
e indefeso.
Também se verifica que o processo
de conversão cristã vem de uma vivência traumática que incide sobre a relação
do indivíduo com o que lhe é extremo ou externo, daí a forma tão agressiva da
maioria, o que fazem muitos aceitarem jesus por conta do transbordamento de traumas
cotidianos provocado pelo colapso narcísico (orgulho).
Essa ideia de que o sujeito
precisa se agarrar desesperadamente ao outro, como garantia de proteção, tal
qual uma criança se segura na mãe quando em perigo, instaura uma dependência e
supervalorização da confiança em detrimento da segurança e das potencialidades para
lidar com as dificuldades do mundo. Nessas condições, Jesus assume um suporte
vital para alguém, pois ele é o símbolo do amor e segurança. Uma vez “convertido
nele”, a defesa privilegiada da sua fé passa a ser a via pela qual o psiquismo
se constitui, o que se traduz em um significativo enriquecimento a saber, no
amor que corresponde ao desejo de ser amado incondicionalmente pelo outro; onde
se agarrar ou segura-se com força a sua presença o torna excessivamente requisitado…
E pra finalizar, Vamos compartilhar nossas bênçãos materiais e espirituais com
os que precisam, para que venham conhecer nosso amoroso e generoso Deus, e Seu
maravilhoso filho, Jesus?
Digo que talvez você não tenha
condições hoje de ajudar os outros psicologicamente, financeiramente, mas se lhes
oferecer atenção, assistência, oração, consolo e amor, já ajuda. Talvez você também
não tenha a justiça dos homens ao seu favor, mas se tem as de Deus para
liberalmente compartilhar com os outros a salvação, você está fazendo o certo!

