Desde jovem, Sempre tive que
trabalhar o autocontrole. Por outro lado, sempre fui bastante competitivo. Gosto
de desafios e cada um que venço tomo folego para o próximo. Mas
se eu pudesse escolher como expor o meu conhecimento, eu preferiria o silencio
e nunca retrucar as ninguém. Também reconheço que algumas vezes me perco dentro
dos desatinos e demências dos outros. Principalmente quando insistem em questionar
o fato de eu ser agressivo em minhas palavras. Mas ao contrário, desde sempre,
as vejo cometendo vários ataques de raiva e explosões verbais em vários momentos
calado… então, como vencer um debate com elas sem precisar ter razão?
Bem, pelo que sei, Deus condena
tanto a falta de conhecimento quanto o excesso dele. Nesse caso, devo confessar
que não é fácil para mim, ter paciência para bater papos com pessoas com pouca plausibilidade
de ideias, ou que cujo argumentos são a representação fiel da soberba, alienação…
em voga, digo que não as culpo: pois eu sei que existem circunstancias que nos
impedem de adquirir certa informação para abusar delas. No entanto, o que não
justifica são as tais pessoas se tornarem fundamentalistas ao ponto de inverter
os valores em detrimento de sua ignorância, orgulho ou inveja.
Nunca me considerei mais
inteligente ou mais capaz que os outros, apenas me auto afirmo. Embora esse
tipo de mentalidade seja encorajado em nossa cultura como arrogante, não há
lugar para ele no reino da ignorância. Infelizmente, como terapeuta, devo enfrentar
o preconceito daqueles que rotulam o conhecimento como loucura inclusive o
preconceito daqueles que rotulam de burrice a falta de conhecimento. Enfim,
temos de encarar isso!
E tem mais, é muito comum ver o
ignorante não saber peneirar ou separar o conhecimento da palha da narrativa popular
ou cultural. Infelizmente, para elas, os livros excluem pessoas… pois as mesmas,
rotulam os livros como assassinos da fé... pessoalmente, fico horrorizado como
tamanha insensatez…. Por isso, evito assunto com eles. Sei que o medo e a inveja
são grandes, mas cada conhecimento adquirido, vivido, vale bem mais do que uma
vitória no grito…
Dentro dessa perspectiva, digo que só há uma maneira
não-violenta de tratar a ignorância alheia: deixar que o outro se determine. O
que eu quero dizer é que todos querem ter sua razão, e gostam de refutar tudo; ora,
preferindo adotar a fé em Deus como fonte de sentido, propósito e consolação”, ora,
a ciência e seus alternados desígnios. Todavia, todos uma vez acuados numa
conversa, realmente causa constrangimento certas palavras, pois, fica impossível
tanto ao falante quanto ao ouvinte se desvencilhar do que foi dito, causando assim,
uma mistura mental, emocional entre o real e o imaginário de quem foi sério ou irônico;
esperto ou bobo, honesto ou enganador e
por fim, quem foi sincero ou arrogante num bate-boca…?
Claro que estudando ou não com o tempo,
idade, religião, teremos mais eloquência e um pouco de sapiência, no entanto, a
maior parte das vezes, arriscamos em manter alguns argumentos que quase sempre
soa como agressivo, ofensivo aos ouvidos uns dos outros…. No entanto, a
Bíblia usa um termo para descrever qualquer atitude de quem quer ser melhor que
os outros: altivo.
Enfim, tudo na vida é uma questão
simbólica ou concreta de ordem prática, basta argumentar um tópico com alguém,
que a revelação de nossa postura será risível. Se numa conversa, as pessoas não
distorcerem as palavras, refutarão as ideias e se condenarão em altivez... E isso Deus não tolerará! Pois se temos
arrogância em nossa vida, não nos aproximaremos
Dele.
Aquele que difama o seu próximo às escondidas, eu o
destruirei; aquele que tem de olhar altivo e coração soberbo, não o suportarei.
Ainda que o SENHOR é sublime, atenta para o humilde; mas ao soberbo, conhece-o
de longe (Sl 101.5; 138.6).

