27/06/2018

A ALTIVEZ NÃO ME DEFINE E NEM ME ROTULA




Desde jovem, Sempre tive que trabalhar o autocontrole. Por outro lado, sempre fui bastante competitivo. Gosto de desafios e cada um que venço tomo folego para o próximo. Mas se eu pudesse escolher como expor o meu conhecimento, eu preferiria o silencio e nunca retrucar as ninguém. Também reconheço que algumas vezes me perco dentro dos desatinos e demências dos outros. Principalmente quando insistem em questionar o fato de eu ser agressivo em minhas palavras. Mas ao contrário, desde sempre, as vejo cometendo vários ataques de raiva e explosões verbais em vários momentos calado… então, como vencer um debate com elas sem precisar ter razão?

Bem, pelo que sei, Deus condena tanto a falta de conhecimento quanto o excesso dele. Nesse caso, devo confessar que não é fácil para mim, ter paciência para bater papos com pessoas com pouca plausibilidade de ideias, ou que cujo argumentos são a representação fiel da soberba, alienação… em voga, digo que não as culpo: pois eu sei que existem circunstancias que nos impedem de adquirir certa informação para abusar delas. No entanto, o que não justifica são as tais pessoas se tornarem fundamentalistas ao ponto de inverter os valores em detrimento de sua ignorância, orgulho ou inveja.

Nunca me considerei mais inteligente ou mais capaz que os outros, apenas me auto afirmo. Embora esse tipo de mentalidade seja encorajado em nossa cultura como arrogante, não há lugar para ele no reino da ignorância. Infelizmente, como terapeuta, devo enfrentar o preconceito daqueles que rotulam o conhecimento como loucura inclusive o preconceito daqueles que rotulam de burrice a falta de conhecimento. Enfim, temos de encarar isso!

E tem mais, é muito comum ver o ignorante não saber peneirar ou separar o conhecimento da palha da narrativa popular ou cultural. Infelizmente, para elas, os livros excluem pessoas… pois as mesmas, rotulam os livros como assassinos da fé... pessoalmente, fico horrorizado como tamanha insensatez…. Por isso, evito assunto com eles. Sei que o medo e a inveja são grandes, mas cada conhecimento adquirido, vivido, vale bem mais do que uma vitória no grito… 

Dentro dessa perspectiva, digo que só há uma maneira não-violenta de tratar a ignorância alheia: deixar que o outro se determine. O que eu quero dizer é que todos querem ter sua razão, e gostam de refutar tudo; ora, preferindo adotar a fé em Deus como fonte de sentido, propósito e consolação”, ora, a ciência e seus alternados desígnios. Todavia, todos uma vez acuados numa conversa, realmente causa constrangimento certas palavras, pois, fica impossível tanto ao falante quanto ao ouvinte se desvencilhar do que foi dito, causando assim, uma mistura mental, emocional entre o real e o imaginário de quem foi sério ou irônico; esperto  ou bobo, honesto ou enganador e por fim, quem foi sincero ou arrogante num bate-boca…?

Claro que estudando ou não com o tempo, idade, religião, teremos mais eloquência e um pouco de sapiência, no entanto, a maior parte das vezes, arriscamos em manter alguns argumentos que quase sempre soa como agressivo, ofensivo aos ouvidos uns dos outros….  No entanto, a Bíblia usa um termo para descrever qualquer atitude de quem quer ser melhor que os outros:  altivo.

Enfim, tudo na vida é uma questão simbólica ou concreta de ordem prática, basta argumentar um tópico com alguém, que a revelação de nossa postura será risível. Se numa conversa, as pessoas não distorcerem as palavras, refutarão as ideias e se condenarão em altivez... E isso Deus não tolerará! Pois se temos arrogância em nossa vida, não nos aproximaremos Dele. 

Aquele que difama o seu próximo às escondidas, eu o destruirei; aquele que tem de olhar altivo e coração soberbo, não o suportarei. Ainda que o SENHOR é sublime, atenta para o humilde; mas ao soberbo, conhece-o de longe (Sl 101.5; 138.6).

fotos

tom caet