Em tempos atuais o nosso lado
fanático é facilmente perceptível e estimulável. A exemplo da mulher de Potifar,
quando acusou José de violentá-la, onde sabemos que sua mentira era fruto do
ressentimento por ter sido rejeitada sexualmente por ele.
Também carregamos esse ressentimento
certamente acompanhado pela falsa crença quando imprescindível. Para alguns psicóticos,
exploradores, os negros, mulheres, homossexuais, favelados, evangélicos, enfim,
todos são anormais e indecentes como os islâmicos terroristas ou traficantes….
Ainda hoje, somos defrontados pelos
aspectos perversos e psicóticos de pessoas cujo erros de percepção redundam em
falsidades e inverdades. Apesar de que, toda capacidade de pensar seja
considerável, nenhum mentiroso quer saber a verdade para poder confrontá-la, que
é: um fanático narcisista.
O termo “fanático’ vem do latim “fanus”,
templo ou santuário. Ele era o vigilante ou porteiro, que velava cuidadosamente
pelo templo e, por extensão, pela crença onde se dedicava, com fervor e
exaltação. Ao contrário da maioria dos romanos que veneravam vários deuses, ou seja,
para os fanáticos, a sua crença é a única verdadeira. Em resumo, o fanático
está absolutamente certo que suas ideias estão corretas. Cujo, trabalho é
“salvar” os que não acreditam na “sua verdade”. Já aqueles que não querem a “salvação”,
serão considerados inimigos e serão combatidos e, se não vencidos, pelo contrário,
serão eliminados…
Portanto, como podemos ver, as
configurações sociais apresentadas atacam a alteridade humana como a mulher de Potifar fez cuja mentira envolveu perversidade ao pobre Jose. Perversão essa
que pode ramificar-se em mentira narcísica – cuja função é apenas auto proteger-se
atacando, difamando, caluniando e maltratando o outro.
Quando acuado, o fanático
raramente reconhece sua mentira. Mas ele acredita em qualquer mentira que
reforce seu embuste. Como alguém que mente por vergonha ou para evitar ser
punida; como um preso ladrão ou assassino que mente para se solto; ou um simples
invejoso que mente só para prejudicar o outro. Enfim, todos estão mentindo, como
a mulher de Potifar.
Atualmente os fanáticos de todas
as esferas querem eliminar os tolos e vice-versa. E como cristão e psicanalista,
tento descobrir diariamente com os vizinhos, colegas, amigos, inclusive comigo
mesmo e até adversários que empaticamente temos que nos colocar no lugar do
outro para abrir as possibilidades de uma conversa mais convincente a denegação
do fanatismo e da mentira que podem conduzir-nos às situações tão bem descritas
no poema de Niemöller: “Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como
não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte vieram e levaram meu outro
vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei. No
terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não
me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém
para reclamar” ...
“Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades como um vento nos arrebatam”. Isaías 64:6.
Certamente o mundo tem comprovado o que a Bíblia diz: “Todo Homem é Um Mentiroso Inveterado” …, E acrescento o Paradoxo de Eumênides:
“Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades como um vento nos arrebatam”. Isaías 64:6.
Certamente o mundo tem comprovado o que a Bíblia diz: “Todo Homem é Um Mentiroso Inveterado” …, E acrescento o Paradoxo de Eumênides:
“Um homem diz que é mentiroso. Isso é verdade
ou mentira?”

