Somos criaturas muito maleáveis e
sobrevivemos a tudo, graças a essa capacidade de confrontar a adversidade e inclusive
nos sobrepor a ela, entretanto, fazemos da vida mental um inferno. Acontece que
as pessoas que lutam para sobreviver estão imersos em uma cultura que lança mão
dos comprimidos diante de qualquer problema emocional. Se esse comportamento se
generalizar, a sociedade inteira se debilitará frente à tamanha desgraça.
Além disso, quando tratamos um
processo, uma enfermidade como se fosse uma banalidade, diminuímos a dignidade
de quem verdadeiramente a sofre. Só que um dos principais benefícios das
psicoterapias é que elas podem dizer a você para relaxar sobre suas
peculiaridades, algo que todos nós as temos e que nos fazem ser mais “normais”.
De modo geral, a saúde mental é
como a saúde física: na maioria das vezes os especialistas dão apenas uma
pequena fungada e afirmam ser uma coceira inofensiva. Infelizmente, a
sociedades como um todo se beneficia tanto individualmente quanto politicamente
e economicamente da nossa saúde mental, pois levar a saúde mental a sério
significa descartar a psicoterapia. Como a química fez à alquimia, astronomia
ou astronomia… você sabe, besteira de pseudociência.
Nesse caso, a utilização da
psicoterapia não exigiria muito mais financiamento e seria apenas a coisa mais
importante e interessante que poderíamos fazer para melhorar as nossas chances
de satisfação nas relações interpessoais, seja no trabalho e com os amigos ou
familiares, enfim, fosse de qualquer grau, a vida, se levada mais a sério… E às
vezes é bom dar uma olhada profissional. O maior problema é quem vai administrar
quem?
Enfim, espero que a sociedade,
aos poucos, comece a acordar e a tomar consciência da manipulação que está
sofrendo nas mídias, nos consultórios, nas salas de aula e religiões em geral...
está mais que na hora de consciencializar as pessoas para a possibilidade de se
ultrapassar os problemas mentais sem tanta medicação. Porque a morte é para ser
vivida, ainda que soframos, mais é inerente… também não é necessário que
sejamos rotulados como um doido patológico, depressivo, entre outros dissabores.
Também é preciso mais humanidade nos acompanhamentos e menos interesses em
favorecer a indústria farmacêutica entre outros interesses camuflados.
Notadamente não vejo outra
alternativa melhor para acordar o povo do que induzi-lo a saber antes em qual especialista
se vai fazer determinado tratamento, pois tem muita gente malformada por aí
assim como em todas as áreas. E NUNCA se diagnostiquem pela internet! Aprendi que
o único guardião de cada um, de sua saúde, de fé, de conhecimento e de sua
realização pessoal, continua sendo nós mesmos. Certamente a qualidade e a
profundidade daquilo que se chama "Eu" é que vai dar o tom da vida ….

