08/06/2018

saúde mental;




Somos criaturas muito maleáveis e sobrevivemos a tudo, graças a essa capacidade de confrontar a adversidade e inclusive nos sobrepor a ela, entretanto, fazemos da vida mental um inferno. Acontece que as pessoas que lutam para sobreviver estão imersos em uma cultura que lança mão dos comprimidos diante de qualquer problema emocional. Se esse comportamento se generalizar, a sociedade inteira se debilitará frente à tamanha desgraça.

Além disso, quando tratamos um processo, uma enfermidade como se fosse uma banalidade, diminuímos a dignidade de quem verdadeiramente a sofre. Só que um dos principais benefícios das psicoterapias é que elas podem dizer a você para relaxar sobre suas peculiaridades, algo que todos nós as temos e que nos fazem ser mais “normais”.

De modo geral, a saúde mental é como a saúde física: na maioria das vezes os especialistas dão apenas uma pequena fungada e afirmam ser uma coceira inofensiva. Infelizmente, a sociedades como um todo se beneficia tanto individualmente quanto politicamente e economicamente da nossa saúde mental, pois levar a saúde mental a sério significa descartar a psicoterapia. Como a química fez à alquimia, astronomia ou astronomia… você sabe, besteira de pseudociência.

Nesse caso, a utilização da psicoterapia não exigiria muito mais financiamento e seria apenas a coisa mais importante e interessante que poderíamos fazer para melhorar as nossas chances de satisfação nas relações interpessoais, seja no trabalho e com os amigos ou familiares, enfim, fosse de qualquer grau, a vida, se levada mais a sério… E às vezes é bom dar uma olhada profissional. O maior problema é quem vai administrar quem?

Enfim, espero que a sociedade, aos poucos, comece a acordar e a tomar consciência da manipulação que está sofrendo nas mídias, nos consultórios, nas salas de aula e religiões em geral... está mais que na hora de consciencializar as pessoas para a possibilidade de se ultrapassar os problemas mentais sem tanta medicação. Porque a morte é para ser vivida, ainda que soframos, mais é inerente… também não é necessário que sejamos rotulados como um doido patológico, depressivo, entre outros dissabores. Também é preciso mais humanidade nos acompanhamentos e menos interesses em favorecer a indústria farmacêutica entre outros interesses camuflados.

Notadamente não vejo outra alternativa melhor para acordar o povo do que induzi-lo a saber antes em qual especialista se vai fazer determinado tratamento, pois tem muita gente malformada por aí assim como em todas as áreas. E NUNCA se diagnostiquem pela internet! Aprendi que o único guardião de cada um, de sua saúde, de fé, de conhecimento e de sua realização pessoal, continua sendo nós mesmos. Certamente a qualidade e a profundidade daquilo que se chama "Eu" é que vai dar o tom da vida ….

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tom caet