22/04/2019

João 13:26... A tragédia da oportunidade perdida



... Aquele a quem eu der este pedaço de pão molhado no prato...


Quem recebe o pão mergulhado no prato é o traidor. Ao ler isso na escritura, imediatamente por intuição, senti um calor significativo em minha alma.  Percebi o quanto é trágico saber que alguém que andou tão perto de Jesus perdeu a oportunidade de conhecer a verdade E fazer parte do legado de amor duradouro dele.

Tomado por esse sentimento de convicção e desconforto, também emergiu em mim em tempo real a ideia de como seria estar na parte da história, no lugar, no momento e nas últimas horas da vida de Jesus e participar do sofrimento dos seus seguidores. Impressionado, me indaguei de modo expressivo como um grande aviso:

Será que eu seguiria o caminho cristão mesmo sob forte ameaça de morte como eles? Será que por ser cristão, eu estaria pronto para a traição, humilhação, desrespeito e me manteria firme no caminho? Será que quando as coisas ficarem mais difíceis e as pessoas instituírem a perseguição, acusação e condenação, eu ficarei firme nos caminhos de Jesus?

Difícil responder, mas como crentes em Jesus Cristo, devemos estar sempre atentos para continuar buscando a vontade de Deus para nossas vidas e não para nossa própria vontade egoísta. Certamente, Judas permaneceu comprometido com seus próprios planos e desejos egoístas, em vez de seguir Jesus de todo o coração. Nesse caso, há pelo menos uma lição poderosa a ser colhida do que sabemos da vida de Judas:

Tiago 1: 14-15 nos diz: “Mas cada pessoa é tentada quando é atraída e atraída por seu próprio desejo. Então o desejo, quando concebeu, dá origem ao pecado, e o pecado, quando é plenamente desenvolvido, traz a morte”. 

Portanto, É possível fingir que o lado de fora é o que não é do lado de dentro, ou seja, pode-se frequentar templos regularmente e ter comunhão com os demais crentes, jejuar, dizimar e até se batizar, mas nunca ser verdadeiramente um seguidor de Jesus. Pode-se também agir como um cristão bondoso, honesto, mas sem nunca experimentar a verdadeira salvação. Pois quando eu não me envolvo no trabalho duro de amar meu próximo -  digo todos - e quando me recuso a perdoar como fui perdoado um dia ou quando me sinto confortável em meu privilégio e piso em quem não tem ou ignoro minha cumplicidade em apoiar sistemas corruptos, sejam religiosos e políticos de opressão ao pobre, corro o risco de me tornar um traidor da cruz de Cristo, ou seja, eu pego o pão que foi mergulhado no prato....

Contudo, se estivermos dispostos a apresentar nossos corpos como sacrifício vivo, santo e aceitável a Deus, que é nosso culto espiritual” (Romanos 12: 1) certamente estaremos a salvo da tentação "dos desejos da carne e dos desejos dos olhos e da soberba da vida" (I João 2:16), senão, cometeremos o mesmo ato trágico de Judas e receberemos o pão mergulhado no prato.

fotos

tom caet