17/01/2018

Enrolador...





De acordo com a bíblia, o cristão deve viver sujeito às autoridades instituídas por Deus. Entendo que para que as coisas funcionem precisamos de presidentes, comandantes, governadores, prefeitos, pais, professores etc. em 1Pe 2:13-14 diz: Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor, quer seja ao rei, como soberano, quer às autoridades, como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores como para louvor dos que praticam o bem.  Também diz em Efs_6:1 Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. E conclui em Efs_6:5 Quanto a vós outros, servos, obedecei a vosso senhor segundo a carne com temor e tremor, na sinceridade do vosso coração, como a Cristo... E para igreja espiritual, quem é autoridade?

Existe apenas uma autoridade para essa igreja, ou seja, o próprio Senhor Jesus - que é a Cabeça do corpo, sim, Ele e somente ele é autoridade, mais ninguém. Mas o que dizer da obediência aos tais "guias" ou "pastores" citados em Hebreus 13?

Apesar de em Heb 13:17 nos dizer: Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; Cristo não estava no sistema de coisas daquela época... Jesus estava "fora do arraial", tinha sido excluído do sistema judaico organizado e mais adiante em Hb 13:13 encontramos a seguinte ordem: "Saiamos, pois, a ELE fora do arraial, levando o seu vitupério". Podemos ver como naquela época que Cristo estava mais presente nos tantos templos...e mandou que saíssemos “a” Ele pelas aldeias.... 

A questão que creio e defendo não está em reformar ou limitar-se a sair do arraial, mas sim de sair a Cristo, de ter a Ele como o centro como era no princípio - quando dois ou três estavam congregados em Seu nome, para Ele, e reconhecendo a Ele somente como centro das atenções. 

Como cristão, terapeuta, avô, nunca parei para reverenciar alguém que tem a capacidade de ser quem é sendo humano como eu sou. Mas será que todos realmente são autorizados a ir e prosperar a fé?

E se todos fossem iguais, e tivessem a mesma atitude, iniciativa, como seria o mundo?

Pessoalmente, sempre acreditei que era "imune" a certas questões..., mas foi num embate com jesus que me tornei um homem comum; posso chamar dessa forma, mesmo sem ainda saber, ou ter crescido enquanto espiritual. 

Pessoalmente, como um destemplado, não paro para ouvir perguntas do tipo: quem você tem ouvido? Quem é seu mestre? Com quem tem aprendido?... Declaradamente não gosto de ter tal atitude, iniciativa ou de ser rotulado, de  herege, rebelde por não fazer parte de templos. Mas todos os guias, membros têm a marca não mão e na testa de como são em Cristo?

Por outro lado, não é porque não consigamos ser todos iguais fé, isso não significa que não sejamos capazes de te-las. Porque uns, vão à procura do chefe da terra, outros o próprio céu vem a sua procura..., e a mim, como, pessoa falha, não cabe agir com modo próprio acerca disso, mas apenas, me indignar em ver como certos religiosos ignorantes falam tanto e ao mesmo tempo não dizem nada de relevante acerca de Deus e sua majestade: "olha: a água é liquida, a planta é vegetal, passarinhos voam... Deus que fez... dã!

Eventualmente que existe uma escolha de cada um entender o obvio, mas evangelizar literalmente, não tem a ver com colocar num panfleto de rua um endereço  como um objeto espiritual, lugar santo para satisfazer a carne, como muitos sujeitos fazem, ou seja, para eu considerar esse método como se fossem o melhor indicado pela próprias verdades e vontades, entenderia que haveria só uma  denominação distintamente... 

Numa boa! Aprendi que quem exagera no argumento prejudica a causa. Portanto, diante desta questão, me calo, pois sei que posso estar ultrapassando os limites... - e ninguém me deu esse direito, a não ser a minha própria prepotência.  E se de fato eu não enxergar ou ouvir realmente a Deus nesses templos e seus lideres humanos, imperfeitos, porém cegos, que Ele tenha misericórdia de mim, pois não tenho mais saco para ver esses tantos de Zé embusteiro nos púlpitos, tvs, redes sociais, enganando a quem amamos...

Como cristãos, temos que nos comprometer com as coisas que falamos e narrar a realidade para valer de autoridade espiritual. Entender que o evangelismo tem menos a ver com a abordagem para frequentar uma denominação, e mais a ver com a intenção de salvar-se em Jesus (Deus).  

Evangelismo tem a ver com um modo de fazer o homem enxergar o pecado dele: se o considera, se deseja, se tem necessidades dele, ou se julga no direito de mantê-lo pensando apenas nos próprios benefícios, ou simplesmente decidir larga-lo..., mas isso não nos cabe ordenar, pois dom de evangelizar é Deus que dá e adorador é Ele que procura... mas de enrolador...

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tom caet