Muitas pessoas não se dão conta
de que viver bem não é apenas obter a resposta das próprias vontades, para
alguns na verdade, não há liberdade nisso, pelo contrário, ao fazer o que tiver
vontade muitas vezes nos esquecemos que houve e ainda haverá alguém que sempre
dependerá das nossas escolhas e isso sim é mais e muito mais importantes do que
as nossas próprias ambições...
Em certos lugares, até podemos encontrar
pessoas empaticamente semelhantes, inclusive partilhar a mesma fé, conceito, etc.,
mas o que nos definirá quem somos, bem como a nossa missão aqui na terra é o
nosso caráter.
Acontece que vivemos numa
sociedade cujo os valores estão invertidos e os prazeres, investidos em
futilidades..., e a maioria das pessoas se acham donas do próprio entendimento,
considerando o resultado pleno do seu sucesso ou fracasso as circunstancias diárias
e certas pessoas e a falta de fé..., mas poucos sabem que nem sempre somos capazes de conquistar aquilo que queremos, apesar
de alguns quererem usufruir daquilo que podem, liquidificando o valor das
coisas materiais com as espirituais.
O que eu quero dizer é que nessa
dança de complexidade, nossas vidas se confundem, se transformam em ruínas,
porque falta-nos o bom senso daquilo que é bom, real, honesto, permitido e senso
comum daquilo que é perdição, ou seja, fanatismo, idolatria, ambição, enfim,
entender que a imaturidade dos nossos atos e pensamentos nos afasta daquilo que
pode nos completar..., aonde quer que estejamos e formos. Falo de quem ve a
vida como certeza, esperança de quem creu naquele que apontou o caminho para
ela – jesus - Ainda que alguns vejam isso como coisa de ficção, porém, ambos
têm uma visão romântica, de sofrimento da vida e com algumas implicações
práticas negativas de fé e da razão, mas que são positivamente solúveis.
Porque tudo será revelado no
futuro, ao tempo certo independente do resultado das decisões que tomamos certas
ou erradas e, querendo ou não, aprenderemos, construiremos e se quisermos
seremos pessoas melhores, mas e se não quisermos ser?
Tudo bem, contanto que, ao menos,
fiquemos cada um no nosso quadrado, e que lembremos que o tempo passa e as
coisas ficarão cada vez mais exclusivas, ou melhor, serão exclusivamente feitas
para alimentar o próprio desejo. E o desejo é o principal problema social, pois
quando egoisticamente fazemos da nossa vontade, um alvo, ou seja, fazemos idolatria
a nós mesmos, nos tornamos inertes, cegos e cada vez mais sozinhos, ainda que coletivamente.
Hoje, infelizmente muito se fala
e se confundem os conceitos da fé e da ficção, mas quais são as principais dificuldades
de não as vivenciar?
De forma generalizada e resumida,
o conceito de ambas é complexo, e podemos encontrar vários sentidos originados
em várias teorias ou mesmo várias experiências, mas não creio que elas se confundem-se
pela falta de uma organização dinâmica do sistema sociocultural ou psicológico
e seus componentes. A maior dificuldade está na falta de uma organização pessoal
que defina auto padrões coerentes de comportamentos, atitudes, pensamentos,
sentimentos e emoções sociais. Produzir elementos e componentes que não sejam constituídos
inicialmente por um só elemento, seja analítico e/ou abstrato, mas que integre
outros filtros ou experiências entre as várias perspectivas existentes. Precisamos
então, criar para si uma identidade de fé e razão, cuja características
próprias não nos façam seres únicos e exclusivos, diferentes de todos os outros
seres humanos e sim cooperadores, solidários e amorosos entre si...

