28/02/2018

Fé, razão, ou tudo é ficção?...



Muitas pessoas não se dão conta de que viver bem não é apenas obter a resposta das próprias vontades, para alguns na verdade, não há liberdade nisso, pelo contrário, ao fazer o que tiver vontade muitas vezes nos esquecemos que houve e ainda haverá alguém que sempre dependerá das nossas escolhas e isso sim é mais e muito mais importantes do que as nossas próprias ambições...

Em certos lugares, até podemos encontrar pessoas empaticamente semelhantes, inclusive partilhar a mesma fé, conceito, etc., mas o que nos definirá quem somos, bem como a nossa missão aqui na terra é o nosso caráter.

Acontece que vivemos numa sociedade cujo os valores estão invertidos e os prazeres, investidos em futilidades..., e a maioria das pessoas se acham donas do próprio entendimento, considerando o resultado pleno do seu sucesso ou fracasso as circunstancias diárias e certas pessoas e a falta de fé..., mas poucos sabem que nem sempre somos  capazes de conquistar aquilo que queremos, apesar de alguns quererem usufruir daquilo que podem, liquidificando o valor das coisas materiais com as espirituais.

O que eu quero dizer é que nessa dança de complexidade, nossas vidas se confundem, se transformam em ruínas, porque falta-nos o bom senso daquilo que é bom, real, honesto, permitido e senso comum daquilo que é perdição, ou seja, fanatismo, idolatria, ambição, enfim, entender que a imaturidade dos nossos atos e pensamentos nos afasta daquilo que pode nos completar..., aonde quer que estejamos e formos. Falo de quem ve a vida como certeza, esperança de quem creu naquele que apontou o caminho para ela – jesus - Ainda que alguns vejam isso como coisa de ficção, porém, ambos têm uma visão romântica, de sofrimento da vida e com algumas implicações práticas negativas de fé e da razão, mas que são positivamente solúveis.

Porque tudo será revelado no futuro, ao tempo certo independente do resultado das decisões que tomamos certas ou erradas e, querendo ou não, aprenderemos, construiremos e se quisermos seremos pessoas melhores, mas e se não quisermos ser?

Tudo bem, contanto que, ao menos, fiquemos cada um no nosso quadrado, e que lembremos que o tempo passa e as coisas ficarão cada vez mais exclusivas, ou melhor, serão exclusivamente feitas para alimentar o próprio desejo. E o desejo é o principal problema social, pois quando egoisticamente fazemos da nossa vontade, um alvo, ou seja, fazemos idolatria a nós mesmos, nos tornamos inertes, cegos e cada vez mais sozinhos, ainda que coletivamente.

Hoje, infelizmente muito se fala e se confundem os conceitos da fé e da ficção, mas quais são as principais dificuldades de não as vivenciar?

De forma generalizada e resumida, o conceito de ambas é complexo, e podemos encontrar vários sentidos originados em várias teorias ou mesmo várias experiências, mas não creio que elas se confundem-se pela falta de uma organização dinâmica do sistema sociocultural ou psicológico e seus componentes. A maior dificuldade está na falta de uma organização pessoal que defina auto padrões coerentes de comportamentos, atitudes, pensamentos, sentimentos e emoções sociais. Produzir elementos e componentes que não sejam constituídos inicialmente por um só elemento, seja analítico e/ou abstrato, mas que integre outros filtros ou experiências entre as várias perspectivas existentes. Precisamos então, criar para si uma identidade de fé e razão, cuja características próprias não nos façam seres únicos e exclusivos, diferentes de todos os outros seres humanos e sim cooperadores, solidários e amorosos entre si...

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tom caet