06/03/2018

Previsível até demais...





De fato, por Deus, fomos chamados para sermos separados e como tal, consequentemente, não falaríamos a mesma língua dos ímpios, e também não compartilharíamos os mesmos costumes e cultura deles. E como somos servos uns dos outros neste governo maligno, ao menos carregaríamos a marca fundamental a respeito do nosso sacerdócio: Jesus Cristo!  

Logico que sabemos que isso não nos coloca em posição melhores que aos ímpios.  Pelo contrário, como crentes, por não assimilar os costumes e práticas comuns aos demais homens de fé altiva, principalmente; a exemplo do Senhor, não nos tornamos bem vistos a eles e estes desenvolveram sentimentos de inimizade e nos encaram como seres desagradáveis. Mas vejam as palavras do Mestre: “…e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo…!” (Jo 17.14) e ainda… passareis por aflições…” (Jo 16.33).

Sabe, tem sido cada vez mais impossível ser Servo e viver em comum acordo e participar dos anseios deste mundo sem se contaminar. Entendo que todos tenham a liberdade para se esforçar e montar suas riquezas diversas , mas essa Geração bezerro de ouro, infelizmente, prefere  viver explorando a boa-fé das pessoas com previsibilidade, ou seja, relacionam ela a valores matérias que nos remetem a idolatria, insegurança e a consistência da certeza de que nada podemos esperar do próximo, sem se prostrar a eles, entretanto, não acredito na totalidade de seu uso, pois ser previsível pode atrair muitos danos ao ser humano. Inclusive a nós mesmos que quase sempre acabamos saindo da rotina e fazemos algo impensável aos olhos dos outros, aliás, acho isso extremamente complexo, porém, até que momento ser previsível na fé é bom ou ruim?

Acontece que na vida, todos nós gostamos de ter algum controle sobre alguma coisa, seja fé, conhecimento, planejamento, metas, enfim, criamos estratégias para que assim possamos vir a conquistar nossos objetivos futuros.

O ideal seria que nessa sequência, no que diz respeito a nossa fé em Deus, atingíssemos  um equilíbrio, mas seria  necessário uma pequena dose de previsibilidade, apesar de não podermos prever a maioria dos acontecimentos que realmente irão ou não acontecer… falo de tomar os devidos cuidados, acerca de fanatismo, alienação, soberba, etc. que sempre somos pegos praticando com os outros, ou ainda quando nos sentimos despreparados para as mais complexas indagações, alegamos que ninguém é perfeito... Claramente temos visto que o que caracteriza o sacerdócio atual dessa galera é o abandono da fé em Jesus e total apego das coisas materiais.

Agora, cabe ao verdadeiro sacerdote cristão, não se interessar em nada desse mundo; a exemplo dos apóstolos (os verdadeiros) de Jesus que viviam uma vida de peregrinação.  Sendo assim, o crente não pode e nem deve ter um mero ponto de dúvida acerca do seu compromisso, pelo contrário, ele precisa ter mais noção do que fala, dar mais atenção aos que pensam diferente e principalmente deve usar o Evangelho como uma bussola que nos servirá de direção para aquele que será o caminho certo. E quanto mais próximo desse caminho estamos, mais longe desses falsos pregadores ficamos… com Jesus previsivelmente não há mais como se escandalizar com essa gente, na verdade até nos sentimos aliviados, porque de acordo com Ele estamos no caminho certo.

Recomendo aos pseudocristãos que aprendam a ler a Bíblia adequadamente e sigam os seus comandos.  Infelizmente o índice de analfabetismo nas igrejas é muito grande, e é algo na qual o diabo adora explorar magistralmente oferecendo curas e prosperidade.

Almejar Sem Cristo, querer presumir o que pode nos acontecer é pecado, mas isso não nos torna previsíveis, mesmo porque ser previsível não é de todo ruim, apenas precisamos estar atentos para que essa previsibilidade não nos coloque em uma zona de conforto, fazendo-nos cair em um estado de conformismo que pode prejudicar nossa salvação.

Para resumir, digo que em diversos momentos de nossas vidas precisaremos ser previsíveis, e não presumíveis, ora, para que as pessoas que estão em nosso convívio saibam o que esperar de nós, e aprendam a confiar quando nos relacionarmos profissionais, pessoais, entretanto na fé não podemos ser previsíveis demais porque isso pode ser prejudicial. É que pessoas previsíveis tanto na fé quanto na vida, passam a impressão de serem limitadas ao próprio entendimento, são metódicas, ou seja, parecem não ser capazes de fazer nada mais do que sabem, e que não estão nem um pouco dispostas a improvisar para sair, mudar ou tirar alguém de uma determinada situação.  Sendo assim, quem não souber dosar essa tal de previsibilidade, não conseguirá conquistar seus objetivos, e se tornará refém das próprias previsões. Mas essa escravidão pode ser desfeita agora:

Em primeiro lugar, Deus não quer que você continue atado a uma religião de obras... Ele quer que tenha um relacionamento pessoal baseado em sua maravilhosa graça (Jesus).

Em segundo lugar, Ele não quer que você se torture imaginando onde irá passar a sua eternidade.

Em terceiro lugar, Ele quer que abra seus olhos, a acerca da idolatria. Jesus está sempre esperando que a gente venha a confessar que temos posto a nossa fé numa pessoa, ideologia, religião e não Nele.  E por fim, devemos ter zelo e atenção na nossa trajetória da existência com cristo; os nossos bons sentimentos interpessoais, as lições aprendidas com a paz na alma, a gratidão e o amor a Ele, e quando o fim da estrada chegar para cada um de nós, que saiamos de cena tendo feito e sido o melhor exemplo de vida para alguém muito importante nesse cenário: o próprio Deus. Sei que isso não pode ser tão fácil de acontecer  num meio que é por demais hostil, mas nós temos de tentar exercitá-la, ainda que previsivelmente!



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tom caet