De fato, por Deus, fomos chamados
para sermos separados e como tal, consequentemente, não falaríamos a mesma
língua dos ímpios, e também não compartilharíamos os mesmos costumes e cultura
deles. E como somos servos uns dos outros neste governo maligno, ao menos carregaríamos
a marca fundamental a respeito do nosso sacerdócio: Jesus Cristo!
Logico que sabemos que isso não nos
coloca em posição melhores que aos ímpios. Pelo contrário, como crentes, por não
assimilar os costumes e práticas comuns aos demais homens de fé altiva, principalmente;
a exemplo do Senhor, não nos tornamos bem vistos a eles e estes desenvolveram
sentimentos de inimizade e nos encaram como seres desagradáveis. Mas vejam as
palavras do Mestre: “…e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo…!” (Jo
17.14) e ainda… passareis por aflições…” (Jo 16.33).
Sabe, tem sido cada vez mais
impossível ser Servo e viver em comum acordo e participar dos anseios deste
mundo sem se contaminar. Entendo que todos tenham a liberdade para se esforçar
e montar suas riquezas diversas , mas essa Geração bezerro de ouro, infelizmente,
prefere viver explorando a boa-fé das
pessoas com previsibilidade, ou seja, relacionam ela a valores matérias que
nos remetem a idolatria, insegurança e a consistência da certeza de que nada
podemos esperar do próximo, sem se prostrar a eles, entretanto, não acredito na
totalidade de seu uso, pois ser previsível pode atrair muitos danos ao ser
humano. Inclusive a nós mesmos que quase sempre acabamos saindo da rotina e
fazemos algo impensável aos olhos dos outros, aliás, acho isso extremamente complexo,
porém, até que momento ser previsível na
fé é bom ou ruim?
Acontece que na vida, todos nós
gostamos de ter algum controle sobre alguma coisa, seja fé, conhecimento, planejamento,
metas, enfim, criamos estratégias para que assim possamos vir a conquistar
nossos objetivos futuros.
O ideal seria que nessa sequência,
no que diz respeito a nossa fé em Deus, atingíssemos um equilíbrio, mas seria necessário uma pequena dose de previsibilidade,
apesar de não podermos prever a maioria
dos acontecimentos que realmente irão ou não acontecer… falo de
tomar os devidos cuidados, acerca de fanatismo, alienação, soberba, etc. que sempre
somos pegos praticando com os outros, ou ainda quando nos sentimos despreparados
para as mais complexas indagações, alegamos que ninguém é perfeito... Claramente
temos visto que o que caracteriza o sacerdócio atual dessa galera é o abandono
da fé em Jesus e total apego das coisas materiais.
Agora, cabe ao verdadeiro
sacerdote cristão, não se interessar em nada desse mundo; a exemplo dos
apóstolos (os verdadeiros) de Jesus que viviam uma vida de peregrinação. Sendo assim, o crente não pode e nem deve ter
um mero ponto de dúvida acerca do seu compromisso, pelo contrário, ele precisa ter
mais noção do que fala, dar mais atenção aos que pensam diferente e
principalmente deve usar o Evangelho como uma bussola que nos servirá de direção
para aquele que será o caminho certo. E quanto mais próximo desse caminho estamos,
mais longe desses falsos pregadores ficamos… com Jesus previsivelmente não há
mais como se escandalizar com essa gente, na verdade até nos sentimos aliviados,
porque de acordo com Ele estamos no caminho certo.
Recomendo aos pseudocristãos que aprendam
a ler a Bíblia adequadamente e sigam os seus comandos. Infelizmente o índice de analfabetismo nas
igrejas é muito grande, e é algo na qual o diabo adora explorar magistralmente oferecendo
curas e prosperidade.
Almejar Sem Cristo, querer presumir
o que pode nos acontecer é pecado, mas isso não nos torna previsíveis, mesmo
porque ser previsível não é de todo ruim, apenas precisamos estar atentos para
que essa previsibilidade não nos coloque em uma zona de conforto, fazendo-nos
cair em um estado de conformismo que pode prejudicar nossa salvação.
Para resumir, digo que em diversos
momentos de nossas vidas precisaremos ser previsíveis, e não presumíveis, ora, para
que as pessoas que estão em nosso convívio saibam o que esperar de nós, e
aprendam a confiar quando nos relacionarmos profissionais, pessoais, entretanto
na fé não podemos ser previsíveis demais porque isso pode ser prejudicial. É que
pessoas previsíveis tanto na fé quanto na vida, passam a impressão de serem
limitadas ao próprio entendimento, são metódicas, ou seja, parecem não ser
capazes de fazer nada mais do que sabem, e que não estão nem um pouco dispostas
a improvisar para sair, mudar ou tirar alguém de uma determinada situação. Sendo assim, quem não souber dosar essa tal de
previsibilidade, não conseguirá conquistar seus objetivos, e se tornará refém
das próprias previsões. Mas essa
escravidão pode ser desfeita agora:
Em primeiro lugar, Deus não quer
que você continue atado a uma religião de obras... Ele quer que tenha um
relacionamento pessoal baseado em sua maravilhosa graça (Jesus).
Em segundo lugar, Ele não quer
que você se torture imaginando onde irá passar a sua eternidade.
Em terceiro lugar, Ele quer que
abra seus olhos, a acerca da idolatria. Jesus está sempre esperando que a gente
venha a confessar que temos posto a nossa fé numa pessoa, ideologia, religião e
não Nele. E por fim, devemos ter zelo e
atenção na nossa trajetória da existência com cristo; os nossos bons
sentimentos interpessoais, as lições aprendidas com a paz na alma, a gratidão e
o amor a Ele, e quando o fim da estrada chegar para cada um de nós, que saiamos
de cena tendo feito e sido o melhor exemplo de vida para alguém muito importante
nesse cenário: o próprio Deus. Sei que isso não pode ser tão fácil de acontecer
num meio que é por demais hostil, mas nós
temos de tentar exercitá-la, ainda que previsivelmente!

