Me permita ser transparente com
você por um minuto, mas você já foi rejeitado por alguém?
É que no evangelho, 1 Samuel 15: 22-23,
vimos Deus rejeitar Saul:
“Mas Samuel respondeu: 'Será
que o Senhor prazer em holocaustos e sacrifícios, tanto quanto na
obediência à Senhor? Obedecer é melhor que sacrificar, e prestar atenção é
melhor que a gordura de carneiros. Pois a rebelião é como o pecado da
adivinhação e a arrogância como o mal da idolatria. Porque você rejeitou a
palavra do Senhor, ele rejeitou você como rei.
Lendo isso, afirmo que em mim, até
mesmo o mais ínfimo pensamento acerca de rejeição das pessoas faz com que um nó
firme se acomode no fundo da minha garganta, imagine ser rejeitado por Deus?
Por outro lado, essa passagem me
fez perceber o quanto a dor da rejeição, nos aproxima do coração de Deus. Também
pude perceber que particularmente, eu precisava aprender algumas lições
difíceis e duras na vida porque, como Saul, também fiz más escolhas em vários
momentos, tipo: culpar os outros em tudo ou justificar minhas ações e pouco racionalizar
a seriedade de meus erros, enganos ou simplesmente, ignorar o pensamento dos
outros sobre mim.
Hoje, pela graça divina, ao adormecer
no final do dia - independentemente de como ele foi – procuro agradecer pelo
relacionamento amoroso que Deus teve comigo, e que ao acordar desperte
com o desejo de segui-Lo com um coração sincero.
Ao ver Deus rejeitar Saul como
rei, indaguei: como é possível que um bom Deus rejeite a própria pessoa que Ele
designou como o primeiro rei sobre Israel?
É porque Deus disse a Saul que
atacasse os Amalequitas por causa do que eles fizeram aos israelitas no
deserto. (1 Samuel 15: 2-3; Êxodo 17: 8) Ele deu instruções claras a
Saul (por intermédio de Samuel), porque essa guerra santa seria o cumprimento
de Deus de um juramento feito aos filhos de Israel. (Êxodo 17: 14-15) e o
que deu errado para que isso acontecesse?
Acontece que Saul começou forte
fazendo o que Deus instruiu. Mas em algum lugar ao longo do caminho seu
orgulho tomou um desvio em direção a decisões egoístas, em vez de obediência
agradável a Deus. Ele destruiu o povo Amalequitas, mas decidiu trazer o
rei Agague e o melhor das ovelhas e do gado como troféus para exibir em Carmel,
onde montou um monumento em sua própria honra. (1 Samuel 15:12) Você
entendeu isso?
O cara fez um monumento em
sua própria honra!
Pelo jeito, Saul queria a
fama. Ele estava ansioso por mil tapinhas nas costas. Ele ansiava por
ser destacado como a pessoa que trouxe essa grande vitória para os
israelitas. Saul queria todo o crédito, em vez de querer dar toda a glória
a Deus. Mas essa suposta obediência de Saul podia parecer aceitável, mas era na
verdade desobediência. E o monumento que ele construiu para si mesmo era
uma indicação clara de sua subjacente arrogância e rebeldia do coração contra
Deus. E como Deus respondeu às ações de Saul?
Lamento ter feito Saul rei,
porque ele se afastou de mim e não cumpriu minhas instruções (1 Samuel 15:
11... Agora veja os possíveis motivos internos de Saul revelado num confronto
com Samuel:
1. irresponsabilidade - Ele
apontou a culpa em seus soldados. (1 Samuel 15:15, 21)
2. altivez - Ele
justificou suas ações com sua própria versão das instruções de
Deus. (1 Samuel 15: 20-21)
3. desprezo - Ele minimiza
a seriedade em seus pecados de omissão com uma desculpa, mas ...confissão. (1
Samuel 15: 24-25; Tiago 4:17)
4. aparência - Ele estava
mais preocupado com o que os outros pensariam sobre ele do que seguir a Deus de
todo o coração. (1 Samuel 15: 24b)
Pelo jeito, Saul achou que seu
desempenho compensaria sua falta de lealdade. Mas Deus não estava
interessado em mais ofertas e sacrifícios. (1 Samuel 15: 22-23) Deus
queria um rei que tivesse um coração sincero para segui-lo. Ele queria uma
pessoa que levasse bem, porque eles genuinamente amavam a Deus e buscavam um
relacionamento pessoal com Ele a cada passo do caminho.
Pelo jeito, Saul perdeu sua posição na
liderança porque virou as costas para Deus, rejeitando Aquele que lhe deu
autoridade em primeiro lugar para governar como rei. Saul trocou as
instruções de Deus por seus próprios desejos para experimentar fama e
prestígio. Ele ouviu as vozes subjetivas dos outros, em vez de obedecer
totalmente às instruções de Deus.
É minha gente, pelo jeito, ministério difícil
é fazer missões.... realmente, não é fácil convencer os inchados de opiniões próprias.
É
cansativo, custa o preço de uma vida gasta e dada, como a vida de João Batista onde
certa vez, perguntam então a ele:
Quem é você? Que coisas diz de você
mesmo? Qual é a tua identidade? E ele respondeu: Sou apenas uma voz emprestada,
um eco de uma palavra que não é minha e já anunciada pelo profeta Isaías.
Apenas voz, que se sente, se escuta, mas não se pode ver, nem contemplar, nem
deter. Sem nenhum protagonismo, nenhuma vontade de ocupar o centro, mas só de
ser solidário com os outros. João, um homem definido por Jesus como o maior
entre os nascidos de mulher enviado por Deus. (Mateus 11, 11; Lucas 7,28)
Nos seguintes
versículos é sintetizado todo o sentido da vinda dele:
Apareceu um homem, enviado por
Deus, que se chamava João. Esta vinha como testemunha, para dar testemunho da
Luz e todos crerem por meio dele. Ele não era a Luz, mas vinha para dar
testemunho da Luz. Este foi o testemunho de João, quando as autoridades
judaicas lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para lhe perguntarem:
Tu quem és? Então ele
confessou a verdade e não a negou, afirmando: Eu não sou o Messias. E
perguntaram-lhe:
Quem és, então? És tu Elias?
Ele disse: Não sou. És tu, o profeta?
Respondeu: Não. Disseram-lhe,
por fim:
Quem és tu, para podermos dar
uma resposta aos que nos enviaram? Que dizes de ti mesmo?
Ele declarou: Eu sou a voz de
quem grita no deserto: Retificai o caminho do Senhor”, como disse o profeta
Isaías. (…) (João 1, 6-8.)
Em primeiro lugar, descentrar-se
e dedicar todas as suas forças a obra, dizendo constantemente: Não eu, mas Ele;
não a mim, mas a Cristo toda a atenção.
Em segundo lugar, temos que viver
em si o ministério da percepção da presença de Deus, tal qual João que tinha já
se habituado ao deserto (Lucas 1, 80), e identificou a presença de Deus em
Jesus, um homem entre os outros que iam até ele para se tornarem discípulos. E por fim, tomar uma atitude de espoliação, de
resistência a toda a tentação de olhar para si próprio, devendo viver verdadeiramente
a adoração àquele que é maior (Mateus 11, 11; Lucas 7, 28), que é mais forte
(Marcos 1, 7; Lucas 3, 16), que toma à frente (João 1, 15).
Em terceiro lugar, temos que agir
com a mesma eficiência de João Batista que teve a consciência de não ter luz
própria, apenas ofereceu o rosto à luz,
contemplou essa luz e permaneceu sempre voltado para Ela, de maneira tão
convincente e autorizada que quem olhava para ele sentia-se obrigado a voltar o
olhar para o brilho, para aquele de quem João era apenas testemunha. Sim, só
Deus podia dar-nos e enviar-nos um homem como ele, uma testemunha.
Eu não conheço você e nem tua
vida, Deus não te rejeitou. Não desista de testemunhar sua conversão, ela é a
sua vitória. Eu não sei o que você tem esperado ou passado, mas quero lhe dizer
que Deus pode mudar tua história. Se a ferida está doendo muito, se você está
sofrendo por alguém, se você acha que o que você está passando não tem jeito e
não tem solução. Quero lhe dizer que tem sim!
Seja Saul ou seja Joao Batista, saiba que o seu milagre está sendo gerado
por Deus. A sua bênção está vindo. Continue buscando, continue obedecendo a
Deus. Aí você verá o que ele vai fazer na tua vida e vai entender porque não
deu certo antes. Que ele abençoe grandiosa sua vida e que ele venha fazer
morada em você, fazer morada na sua vida e no seu coração. Deus lhe abençoe!
Em nome de Jesus, amém.

