14/11/2021

Filhinhos, guardai-vos dos ídolos.” — 1 JOÃO 5:21.

Por que a adoração a Deus é isenta de idolatria?

Porque Deus não é um ídolo de metal, de madeira ou de pedra. Não pode ser abrigado num templo terreno. Visto que ele é o Espírito todo-poderoso, invisível aos humanos, é impossível fazer uma imagem dele. Portanto, Sua adoração é puro sentimento e não visão material. — Êxodo 33:20; Atos 17:24; 2 Coríntios 3:17.

Mas ‘O que é idolatria? E Como puderam os servos de Deus evitá-la no passado? E por que devemos guardar-nos hoje da idolatria?

Em primeiro lugar devemos saber o que constitui idolatria e como se pode defini-la.

De modo geral, a idolatria envolve uma cerimônia ou um rito. E é vista como a veneração pelos católicos e religiões afins, onde eles depositam seu amor, culto ou a adoração prestada a um ídolo visível. Ídolo este que nada mais é do que uma imagem, uma representação de algo ou um símbolo que é objeto de devoção e até pessoas... coisas inanimadas (uma força ou um objeto sem vida da natureza).

Mas nem todas as imagens são ídolos. Nas Escrituras, as palavras hebraicas que se referem a ídolos muitas vezes enfatizam a inutilidade, ou são termos de desprezo tipo: imagem esculpida ou entalhada” (literalmente: algo esculpido); “estátua, imagem ou ídolo fundidos” (algo lançado [em molde] ou despejado); “ídolo horrível”; “ídolo vão” (literalmente: futilidade); e “ídolo sórdido”.

O próprio Deus mandou que os israelitas fizessem dois querubins de ouro para a arca do pacto e que bordassem representações dessas criaturas espirituais nos dez panos de tenda da cobertura interna do tabernáculo e na cortina que separava o Santo do Santíssimo. (Êxodo 25:1, 18; 26:1, 31-33) Apenas os sacerdotes oficiantes viam essas representações, as quais serviam principalmente como retrato de querubins celestiais. (Hebreus 9:24, 25) É evidente que as representações de querubins no tabernáculo não se destinavam a ser veneradas, visto que os próprios anjos justos não aceitavam adoração. — Colossenses 2:18; Revelação (Apocalipse) 19:10; 22:8, 9.

 Em segundo lugar, temos que saber qual é o conceito de Deus sobre a idolatria.

Nos Dez Mandamentos encontram-se as seguintes palavras: “Não deves fazer para ti imagem esculpida, nem semelhança de algo que há nos céus em cima, ou do que há na terra embaixo, ou do que há nas águas abaixo da terra. Não te deves curvar diante delas, nem ser induzido a servi-las, porque eu, Jeová, teu Deus, sou um Deus que exige devoção exclusiva, trazendo punição pelo erro dos pais sobre os filhos, sobre a terceira geração e sobre a quarta geração no caso dos que me odeiam, mas usando de benevolência para com a milésima geração no caso dos que me amam e que guardam os meus mandamentos.” — Êxodo 20:4-6.

Infelizmente as pessoas se opõe a Deus e se entregam a todo tipo de idolatria com devoção exclusiva, contrariando o indicado acima no segundo dos Dez Mandamentos. Ademais, ele disse por meio de seu profeta Isaías: “Eu sou Deus Este é meu nome; e a minha própria glória não darei a outrem, nem o meu louvor a imagens entalhadas.” (Isaías 42:8) a lembrar que em certa época, a idolatria enlaçou os israelitas a tal ponto que “sacrificavam seus filhos e suas filhas a demônios”. (Salmo 106:36, 37)

Além do mais, os idólatras não só negam o Deus verdadeiro, como também servem os interesses de Satanás e a seus demônios.

Em terceiro lugar, os Ídolos perdem no tribunal da inutilidade.

Embora alguns ídolos feitos pelos homens talvez pareçam naturais — muitas vezes com boca, olhos e orelhas — eles não podem falar, ver ou ouvir, e não podem fazer nada a favor de seus devotos. (Salmo 135:15-18) Isto foi demonstrado no oitavo século AEC, quando o profeta de Deus registrou em Isaías 43:8-28 o que na realidade era uma causa jurídica entre Jeová e deuses-ídolos. Nela, Israel, o povo de Deus, estava de um lado, e as nações do mundo, do outro.

Deus desafiou os deuses falsos das nações a informar “as primeiras coisas”, a profetizar com exatidão. Nenhum deles pôde fazer. Voltando-se para seu povo, o Senhor disse: “Vós sois as minhas testemunhas . . . e eu sou Deus.” As nações não puderam provar que seus deuses existiam antes de Deus ou que pudessem profetizar. Mas Ele predisse a ruína de Babilônia e o livramento de Seu povo cativo. Além disso, os servos libertados disseram, conforme descrito em Isaías 44:1-8, que ‘pertenciam a Deus. Ele mesmo disse: “Sou o primeiro e sou o último, e além de mim não há Deus.” Isso não é refutado pelos deuses-ídolos. “Vós sois as minhas testemunhas”, disse ao seu povo, acrescentando: “Acaso existe outro Deus além de mim? Não, não há nenhuma Rocha.”

Enfim, o Senhor pede-nos que nos Guardemos da idolatria porque empenhar-nos nela revela falta de sabedoria. O idólatra, com uma parte de uma árvore de sua escolha fabrica um deus para adorar e, com a outra parte, acende um fogo para cozinhar seu alimento. (Isaías 44:9-17)

 O apóstolo Paulo nos disse a respeito da Refeição Noturna do Senhor: “Fugi da idolatria. . . . O copo de bênção que abençoamos, não é uma participação no sangue do Cristo? O pão que partimos, não é uma participação no corpo do Cristo? Porque há um só pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, pois estamos todos participando daquele um só pão. Olhai para aquilo que é o Israel de modo carnal: Não são parceiros do altar os que comem dos sacrifícios? Então, o que hei de dizer? Que aquilo que se sacrifica a um ídolo é alguma coisa, ou que o ídolo é alguma coisa? Não; mas digo que as coisas sacrificadas pelas nações, elas sacrificam a demônios, e não a Deus; e eu não quero que vos torneis parceiros dos demônios. Não podeis estar bebendo o copo de Deus e o copo de demônios; não podeis estar participando da ‘mesa de Deus’ e da mesa de demônios. Ou ‘estamos incitando Deus ao ciúme’? Será que somos mais fortes do que ele?” — 1 Coríntios 10:14-22.

Portanto, pense, mas pense muito sobre idolatria ou você é um tolo?

 

 


 

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