AUTOESTIMA
Como tenho dito por aí, algum tempo pra cá comecei a fazer o “que é certo” – tenho entendido assim - que é besteira jogar coisas fora, então não jogo mais.
Quero reciclar!
Lembrei! Mas ainda tem algo odioso - a duvida. Jogo ou não jogo? Ficar pensando em fazer: querer fazer ai o tempo passa, passa... Mas alguém consegue jogar fora o passado?
O passado é passado e ele vai sempre permanecer lá atrás e não adianta tentar apagar tudo o que aconteceu.
Também não adianta você apagar as coisas que foram escritas, ditas. Esquecer talvez, mas não dá pra apagar. Elas estarão pra sempre lá, registradas. Fingimos que nada aconteceu. Sei que também não vamos aceitá-las de volta, mas estarão lá. No presente, se eu mudei de fato, então preciso construir nessa mudança um modo em que as coisas fiquem organizadas de modo natural. Buscando passar a limpo o passado sujo, perdoando. Acho que vou tentar pensar sempre deste modo. Pode não ser ou é uma solução boa, por hora, mas é uma oportunidade. Isso vai me ajudar a extravasar algumas coisas.
Que coisa horrorosa!
Por onde anda o Caet...
Esse ano eu ainda não fui chamado de moralista. Talvez eu não seja o mesmo moralista idiota de sempre. Não sei. Se não estão dizendo é por que eles também devem ter mudado. Vai entender.
Tudo fica mais chato quando as pessoas esperam pelos seus erros. Até antecipam, de certa forma, um prognóstico de querer ver você falhando, errando ou se dando mal para dizer:
Eu não disse?
Disse, ou melhor, ainda diz insinuando que as coisas não estão boas com você e que você “pode dar o seu melhor e que antes você não era assim”. Ora veja só!
Já estive dos dois lados. E não me venha com essas historias. Elas acontecem e não adianta lutar pra impedir que aconteçam. Resistir é inútil. Persistir é um saco! As pessoas continuam enchendo o saco uma das outras com ideias que emperram as engrenagens que movimentam o pensamento um dos outros e assim sucessivamente. Ufa! Autoestima. Tá bom!
OS EXTREMOS DA VIDA
Aprendo com a morte que a vida não termina
Aprendo com a vida que viver não é estar morto
Aprendo com o sol quando a lua parte
Aprendo com a lua quando o sol chega
Ambos me ensinam a respeitar o lugar do outro.
Aprendo que a luz se renova,
Que a escuridão não apaga a fome nem a sede
Que o orgulho destrói os corações,
Que o coração não precisa do orgulho para continuar batendo.
Aprendo com o ar mesmo que me sinta sufocado;
E o sufoco me dá a esperança de voltar a respirar
Aprendo que o ar não purifica o cérebro
E que o cérebro não purifica o conhecimento.
Aprendo que o conhecimento vem do espírito
Da vontade que expande o pulmão.
Do pulmão que explora o ar, que filtra as sujeiras da alma
Soprada pelo vento da “escolha certa” qual caminho?
Aprendo com esse milagre
Aprendo com você a ser falho e também fraco
Aprendo com os momentos de indecisão
Aprendo com a beleza da fé
Aprendo com beleza do amor.
Aprendo com amor que é belo
Aprendo: com o belo, com a fé, com a indecisão, com a fraqueza, com o milagre, com a sujeira da alma, com o conhecimento, com o cérebro, com o sufoco, com o orgulho, com o coração, com a fome e com a sede, com a luz do sol, com o brilho da lua, com a morte e que a vida não termina.
A letra é minha- A canção pode ser com você.
Ajuda me Sir!
Ajuda-me Senhor
Ajuda-me ó Pai
Ajuda-me a (ter) santidade.
Na felicidade
Com sinceridade e fidelidade.
Lembrar da aliança que fizemos juntos.
Das batidas fortes do meu coração,
Que calmava a mente com a oração.
Nesse ritmo apressado que é o dia a dia
Visão da eternidade com credulidade
Ajuda-me a encarar as confusões da vida
A ter a paz constante como nas montanhas.
Aliviando os músculos e tensão dos nervos
Sentir o Seu vento tranquilo como nos rios
Impulsionando-me para frente sem desistir das boas lembranças
Sair do sono que me cega, que me deixa mudo, me deixa surdo.
Ajuda-me Senhor
Ajuda-me ó Pai
Ajuda-me a (ter) santidade.
Achar a felicidade
Com sinceridade e fidelidade.
Ensine-me a tirar férias:
Acompanhar o crescimento de uma flor,
Trocar ideias com os amigos
E escrever um poema de amor,
Poder brincar como criança,
Ouvir e cantar louvor.
Ah, entender nessa bagunça diária:
Das guerras de ruídos, da força das dores.
Dos insistentes cansaços, desencantos e desamores.
Sei que a Tua presença alegra um coração ferido.
Arranca o que me faz sofrer.
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Inspirar em Ti e enterrar as minhas angustias, para que eu possa crescer espiritualmente até a sua vinda.
Agradecer Senhor, dia a dia, pela minha família, meus parentes, pelo trabalho, pelos amigos, e, sobretudo pelo Teu amor e presente mão estendida constantemente em minha vida.
Chaplain Caetan.