13/06/2014

Fazendo tudo para a glória de Deus…



Cada um possui a sua experiência. Ela é fruto do quanto já se evoluiu e viveu.  E o importante aqui não é o que se sabe, e sim o que faz com o que sabe. E de que forma a aplica e a quem se aplica. A vocação do cristão sincero é a pregação do Evangelho e não as coisas secundárias. Para o pouco poder ou não entrar na nossa vida, é necessário parar de buscar tais coisas secundárias e saber buscar as coisas de Deus. 

Há um grande prejuízo e até atraso quando achamos que a nossa verdade é a única que pode prevalecer em alguma situação, discussão ou postura. Lamentavelmente, hoje esta mais fácil ser crente de igreja do que ser fiel ao Evangelho. 

Não podemos esquecer que Deus não está fora da providencia. Ele está do nosso lado. Ele só não precisa ser inserido na artimanha de quem quer se posicionar na fé, no próprio interesse. Ele é tudo, está em tudo e simplesmente permite tudo!  Portanto, quando uma pessoa for sincera demais, santa demais contigo... Desconfie!  Sinceridade demais soa santidade, honestidade, né?  Só que não! 

Tentarei não ser agora, mas quem é sincero demais é agressivo, imprudente, afobado e age enganosamente. Pois ninguém é possuidor da verdade plena. Os sinceros demais vivem fugindo das responsabilidades e promessas, julgando, escolhendo, justificando o que é certo ou errado no que quer... Seria um tolo se fizesse isso, porque não me cabe fazer, mas quero que você reflita o motivo pelo qual fez você ler até aqui, e qual a motivação que leva a alguém querer a glória de Deus para aparecer, ficar na moda, ou mesmo porque os outros conseguem.

Sinceramente, cabe a nós descobrir o que faz parte do nosso aprendizado na vida. Como também faz parte contemplar a atitude de quem falha, reconhece e se conserta. Isso sim é fazer a diferença: De como não se quer e se deva ser para não insistir no erro. 

Temos que definir e decidir o momento certo de ser... Decidir bem. Afinal, ninguém pode permanecer por muito tempo na posição de dono da verdade. Falo em termos de satisfação pessoal e de controle emocional. se insistirmos, fatalmente colheremos opiniões ruins seremos taxados como péssimo exemplo. Se continuarmos errando, repetindo a falha de forma cega e inexperiente seremos reconhecidamente teimosos, e ninguém nos ouvirá... 

Pensando bem, talvez todos nós sejamos teimosos em algum aspecto, assim sendo, por ter sentido na pele o fracasso de ser um, não há porque de querer esse tipo de gente por perto. Por outro lado, como entender quando causamos sofrimento falando ao bel prazer, a verdade com sinceridade ao próximo? 

Primeiro  para ela surtir efeito, começar deixando a teimosia de lado. O teimoso está sempre em desacordo com a lei da fé, lei humana e lei da vida, não consegue interpretar a própria postura, e quer impor a sua postura “sincera” todo o tempo. Em todo lugar.  

Pessoalmente, eu duvido de quem é sincera demais... E de quem gosta de pessoas sinceras também. Duvido de pessoas que dizem: eu sou o que sou e não estou nem aí para o que os outros pensam ou deixam de pensar. Ops! Acho que já falei isso! 

São pessoas que colocam a sua verdade acima da própria vida, da compaixão, da solidariedade. São os mesmos que defendem aborto, drogas, revoluções, religiões...

 Enfim, tudo se constrói com conhecimento, entendimento seja ele qual for.  Nesse caso há alguns passos que a pessoa poderá seguir:
Primeiramente a sabedoria vem antes da sinceridade. Então, não se deve interpretar a própria postura diante de um grupo de pessoas, de religião e de si mesmo de forma que agrade a si próprio. Deve-se verificar se ela agrada ou causa algo ruim a alguém.  Abster de falar a verdade sem mentir, apenas ser moderado, pacífico e prudente, para depois ser sincero. 

O segundo seria se posicionar sem que prevaleça a sua própria verdade, vontade, condição nas situações acerca de alguma coisa: do que acredita, do que deseja e do que vive através dela. A pessoa sincera demais, em geral, não se preocupa com as consequências de sua sinceridade. Age por impulso e quase sempre é tagarela, destemperado, arrogante e pouco inteligente e termina sofrendo.  

O terceiro seria adquirir sabedoria: esse é o caminho, pois nem sempre a sinceridade por melhor que seja, é o melhor meio de alcançar o que se deseja... É preciso observar o que acontece ao redor, e o que poderá acontecer, quando for falar sinceramente. Tudo tem consequências...  Os riscos são catastróficos: falsidade, solidão, desrespeito, omissão, ignorância, afastamento. Enfim, ser sincero demais é ser teimoso e coisas ruins acontecem por causa de teimosia infelizmente.

O teimoso de certo modo é um fanático de si mesmo, um ignorante que se acha inteligente. A maneira como ele se relaciona com o próximo determina o que vai colher: se desprezo ou falsidade. Provavelmente, o caminho mais curto, para abandonarmos a teimosia, é nos desfazermos das subjetividades encontradas em algumas religiões e, assim, quem sabe, conseguirmos caminhar com Cristo; lúcidos e fazer ao outro o que queremos que façam a gente. É óbvio que precisaremos de ajuda externa, aconselhamentos e muita oração, para poder entender algumas coisas, por conta dessa postura teimosa, fanática e inadequada. O difícil será mandar embora maus hábitos e costumes, vícios... 

O ser humano não precisa de religião, igreja, de teimosia... Ele precisa da graça de Jesus! Somos a imagem e semelhança de Deus, ou você acha mesmo que seja necessário passar e sofrer por algo que Jesus não dá à mínima?
É contigo merrrrmo!

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tom caet