29/04/2018

De tudo duvidai!






Acredito que todos nós em tempos de angústia, desespero ou vazio, sempre atribuímos a Deus, a difusão do sofrimento e da injustiça aos fatos finais da vida como a morte, perda e fatos dos quais recuamos e não queremos aceitar. Será que fazemos isso porque as vezes a vida nos parece profundamente falha?  E será que existe significado para tudo isso? 

Semanticamente, poderíamos em princípio, responder que sim, mas essa palavra “significar” não tem propósito ou função em um sistema maior - Espiritual. Não queremos saber sobre o significado linguístico dela e sim saber sobre a vida humana e o que poderíamos desempenhar nela. Então, qual é o significado de "significado" no sentido da vida?

Quando perguntamos o significado da vida humana e seu sentido, toda resposta parece irrelevante em todos os sentidos. Como um bom andarilho e simpatizante da visão cristã, ando sobre caminho mutável na qual preciso me ajustar a cada passo. Portanto, informo que sempre temos um certo grau de orgulho extremista libertário acerca da vida, e essa palavra significado não tem sentido algum.
Pois pensamos na vida como um símbolo de sentimento e espírito livre. Inclusive, a questão do significado da vida entrou em foco pela ansiedade dos primeiros filósofos existencialistas, como Søren Kierkegaard e Friedrich Nietzsche, que temiam que não tivesse nenhum. Na interpretação que este contexto me sugere, vejo que o sentido da vida resumiria na palavra autoconhecimento ou conhecer si mesmo (do grego antigo gnothi seauton)...

Desde então, ainda não descobrimos a resposta quanto ao significado do eu na vida. Assim, seria interessante antes de saber o que queremos saber sobre o sentido da vida, ter ao menos o autoconhecimento como uma busca pela verdade Deus, sobre nós e sobre o mundo.

Ao ler um texto sobre a narrativa de Platão, pude perceber que alguns pensadores tentaram discernir a natureza do “eu” chegando a conclusões radicalmente diferentes. Sócrates por exemplo, acreditava que o valor do autoconhecimento consistia na capacidade de reconhecer os limites do que se sabe, o que, em última análise, pensava que não era nada. Já Thomas Hobbes defendeu a introspecção, que é a atenção aos próprios pensamentos, sentimentos e desejos como meio de entender os outros. E Sigmund Freud desenvolveu a sua teoria do inconsciente, introduzindo a noção de que muito do que constitui o eu, é oculto e impossível conhecer. E na era contemporânea, o psicólogo experimental Bruce Hood voltou-se para a pesquisa do cérebro para questionar fundamentalmente se existe algum eu a saber.

Ainda não consegui entender o porquê de os seres humanos nascerem com o cérebro programado para acreditar em qualquer coisa acima de suas individualidades, não necessariamente religião, mas em vez de acreditar sem questionar, poderíamos usar o lema cartesiano: De tudo duvidai!

E devemos Procurar algo que dê sentido para reconciliar-nos com Deus e a imortalidade e não com a perda, sofrimento e injustiça com muitos afirmam terrenamente. Infelizmente, as pessoas aceitam a Ele, não devido a lógica ou argumentação, mas sim por motivos sentimentais e apesar de todas as evidências contrárias, a fé cristã torna sim, as pessoas virtuosas. Quando você observa a vida nesse aspectonessa amplitudecomeça a entender os fenômenos e tudo que nos cerca.



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tom caet