Acredito que todos nós em tempos
de angústia, desespero ou vazio, sempre atribuímos a Deus, a difusão do
sofrimento e da injustiça aos fatos finais da vida como a morte, perda e fatos
dos quais recuamos e não queremos aceitar. Será que fazemos isso porque as vezes
a vida nos parece profundamente falha? E
será que existe significado para tudo isso?
Semanticamente, poderíamos em
princípio, responder que sim, mas essa palavra “significar” não tem propósito
ou função em um sistema maior - Espiritual. Não queremos saber sobre o significado
linguístico dela e sim saber sobre a vida humana e o que poderíamos desempenhar
nela. Então, qual é o significado de "significado" no sentido da
vida?
Quando perguntamos o significado
da vida humana e seu sentido, toda resposta parece irrelevante em todos os
sentidos. Como um bom andarilho e simpatizante da visão cristã, ando sobre caminho
mutável na qual preciso me ajustar a cada passo. Portanto, informo que sempre temos
um certo grau de orgulho extremista libertário acerca da vida, e essa palavra significado
não tem sentido algum.
Pois pensamos na vida como um
símbolo de sentimento e espírito livre. Inclusive, a questão do significado da
vida entrou em foco pela ansiedade dos primeiros filósofos existencialistas,
como Søren Kierkegaard e Friedrich Nietzsche, que temiam que não tivesse
nenhum. Na interpretação que este contexto me sugere, vejo que o sentido da
vida resumiria na palavra autoconhecimento ou conhecer si mesmo (do grego
antigo gnothi seauton)...
Desde então, ainda não descobrimos
a resposta quanto ao significado do eu na vida. Assim, seria interessante antes
de saber o que queremos saber sobre o sentido da vida, ter ao menos o autoconhecimento
como uma busca pela verdade Deus, sobre nós e sobre o mundo.
Ao ler um texto sobre a narrativa
de Platão, pude perceber que alguns pensadores tentaram discernir a natureza do
“eu” chegando a conclusões radicalmente diferentes. Sócrates por exemplo, acreditava
que o valor do autoconhecimento consistia na capacidade de reconhecer os
limites do que se sabe, o que, em última análise, pensava que não era nada. Já Thomas
Hobbes defendeu a introspecção, que é a atenção aos próprios pensamentos,
sentimentos e desejos como meio de entender os outros. E Sigmund Freud
desenvolveu a sua teoria do inconsciente, introduzindo a noção de que muito do
que constitui o eu, é oculto e impossível conhecer. E na era contemporânea, o
psicólogo experimental Bruce Hood voltou-se para a pesquisa do cérebro para
questionar fundamentalmente se existe algum eu a saber.
Ainda não consegui entender o porquê
de os seres humanos nascerem com o cérebro programado para acreditar em
qualquer coisa acima de suas individualidades, não necessariamente religião, mas
em vez de acreditar sem questionar, poderíamos usar o lema cartesiano: De tudo duvidai!
E devemos Procurar algo que dê
sentido para reconciliar-nos com Deus e a imortalidade e não com a perda,
sofrimento e injustiça com muitos afirmam terrenamente. Infelizmente, as
pessoas aceitam a Ele, não devido a lógica ou argumentação, mas sim por motivos
sentimentais e apesar de todas as evidências contrárias, a fé cristã torna sim,
as pessoas virtuosas. Quando você
observa a vida nesse aspecto, nessa amplitude, começa
a entender os fenômenos e tudo que nos cerca.

