Deus criou o homem para usufruir dos bens para atender suas necessidades. E aquele que acumula riquezas está, de certa forma, usurpando, se apropriando de uma quantidade em detrimento dos que nada ou pouco conseguem usufruir. Porque o dinheiro nas mãos dos insensatos escraviza. E isso não agrada a Deus:
De que serviria o dinheiro na mão do insensato para comprar a sabedoria, visto que não tem entendimento? Provérbios 17:16
Será por isso que a fé e o dinheiro não combinam?
De fato, A Bíblia fala mais sobre
a ilusão das riquezas e suas terríveis tentações do que o céu propriamente dito.
E ao contrário do que muitos pensam, antes o dinheiro não possuía tanta validade,
o que permitia, sem problema, passar entre as gerações. Sem contar que ele não
possui um rasto claro, isto é, antes dele existir, o que se roubava era o pão do
padeiro por exemplo, era a carne do açougueiro, enfim..., e hoje?
Hoje a cobiça no dinheiro faz com
que tudo seja valorizado em potência e nível económico das pessoas, e isto
aumentou a distância entre pobres e ricos, e inevitavelmente mais injustiças e doenças
psicológicas.
E nesse ponto entra de uma forma indireta
a Psicologia, introduzida no marketing da manipulação das massas. Deixando-nos assim,
literalmente “hipnotizados” a comprar coisas que não necessitamos. E assim nos endividamos
e sucumbimos na fé, por exemplo:
É noite... e numa big cama está
um rico soberbamente satisfeito de ter conquistado riqueza suficiente para
muitos anos. Solitário, não tem uma mão amiga, não tem sequer família. Também, não
pensa nos parentes pobres e demais desgraçados das ruas, tão pouco pensa nos
seus explorados trabalhadores.... sem fé, Vive a afirmar que não precisa de Deus,
ninguém, é só ele, exaltado e exultante.
Ainda deitado, pode descansar,
comer, beber com regalia. Contudo, e se de repente surgisse a morte a dizer-lhe:
Esta noite vai morrer!?
Creio que, emocionalmente, ficará
angustiado e pensando em tudo o que acumulou e com quem ficará sua herança. Penso
que espiritualmente esse ambicioso é um insensato", pois afinal, o que foi
a sua vida já que as suas riquezas acabaram ali nos pés da morte? Quem vai
salvá-lo disso?
Em suma, desde o início dos
tempos A riqueza, o dinheiro, os bens materiais, sempre preocuparam os homens. Mais
propriamente, afeta o comportamento e as atitudes que o envolvem, embora sejam apenas
complexas de um ponto de vista psicológico, pois religiosamente, a Bíblia nos
exorta em 1 Timóteo 6.9,10: “Ora, os que querem ficar ricos caem em
tentação e cilada, e em muitos desejos descontrolados e nocivos, os quais
afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor (apego) ao dinheiro
é a raiz de todos os males. Algumas pessoas por cobiçarem o dinheiro,
desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos”.
Sim, a psicologia pode-nos ajudar
a compreender melhor o comportamento humano neste campo, mas não pode nos
convencer que o dinheiro não seja maléfico e muito poderoso para nos afastar de
Deus. Finalizo então com essas questões para refletirem:
No seu momento mais feliz da sua
vida, precisou de dinheiro ou de Deus? Quem é a pessoa que mais admira o
artista idolatra, escarnecedor ou Jesus? Tem certeza que o seu melhor amigo é o
seu melhor amigo?
Trocaria a sua vida, o seu tempo e amor (dom)
por dinheiro?
Cuidado com sua resposta, pois a
riqueza nos escraviza. Lembra do
jovem rico que perguntou a Jesus o que devia fazer para alcançar a vida eterna?
Pois é, ele foi embora triste
porque estava dominado pelas riquezas, sendo incapaz de abrir mão delas (Marcos
10.17-22). Às vezes, ao invés de possuirmos riquezas, as nossas riquezas é que
nos possuem. Investimos todo o nosso tempo cuidando do nosso patrimônio,
tentando aumentá-lo. sobre o perigo das riquezas Leia também Marcos 10.23-31.
Coloque Cristo e o seu reino em primeiro lugar em sua vida.

