09/05/2021

O que fazer diante de tantos desastres naturais?

 



Sempre vemos muitos crentes afirmando   orar e ler a Bíblia diligentemente todos os dias. Dizem que é única forma de adorar a Deus. Inclusive, a maioria delas confiam que frequentar reuniões pontualmente e ir à igreja em dias alternados também é adoração a Deus. Há ainda aqueles que   labutam, trabalham, renunciam e se despendem pelo campo pra adorar a Deus e assim por diante. Agora, se puder, responda para si...:

Com tantas maneiras de praticar a adoração a Deus, será que estamos adorando a Ele em espírito e em verdade?

E o que implica exatamente adorar a Deus em espírito e em verdade?

Há um conto interessante que diz que um dia a Verdade decidiu visitar os homens, sem roupas e sem adornos, tão nua como seu próprio nome. E todos que a viam lhe viravam as costas de vergonha ou de medo, e ninguém lhe dava as boas-vindas.

Assim, a Verdade percorria os confins da Terra, criticada, rejeitada e desprezada. Porém, numa tarde, muito desconsolada e triste, encontrou a Parábola, que passeava alegremente, trajando um belo vestido e muito elegante:

— Verdade, por que você está tão abatida? — perguntou a Parábola.

— Porque devo ser muito feia e antipática, já que os homens me evitam tanto! — respondeu a amargurada Parábola.

— Que disparate! — Sorriu a Parábola. — Não é por isso que os homens evitam você. Tome. Vista algumas das minhas roupas e veja o que acontece.

Então, a Verdade pôs algumas das lindas vestes da Parábola, e, de repente, por toda parte onde passava era bem-vinda e festejada.

Se observarmos bem, realmente, os seres humanos não gostam de encarar a Verdade sem os adornos. E a maior parte infelizmente, preferem-na disfarçada. No entanto, não há quem não perceba as discrepâncias entre o que as pessoas falam e o que realmente fazem.  Como diz o ditado: 

Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é bobo ou não é da arte! 

Obviamente, que a maioria apenas tolera a verdade que lhe é conveniente e tal qual como orar, a faz de uma forma negativa, mesmo sabendo que está errada.

E quem está temporariamente em posição de faze-la, também sabe que ambas só se efetivam quando não se barganha com Deus achando que pegará a melhor parte do bolo para si.

O Senhor Jesus disse: “Em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (João 4:23-24).

 Será que estamos praticando a verdade ou nos apegando a regras e rituais?

Este tem sido o velho paradigma competitivo entre os religiosos: eu oro mais, eu entendo melhor, eu falo e me conheço bem. E o resto que se... dane!

Não é novidade que vivemos num tempo de incredulidades generalizada. Infelizmente, a ciência e a fé ainda se confrontam e as Doenças, fome, descrença continuam assolando a humanidade.

Por sorte, encontramos no evangelho a narrativa da parábola do amigo inoportuno onde se conclui que devemos obedecer a ordem célebre de Jesus: “Pedi e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á” (Lc 11, 9).

Já que sabemos que a oração fervorosa do justo pode muito porque então, independente de todo tipo de sofrimento, não fazemos igual a Elias, ou seja, orar com veemência para que chova ou não chova e a terra dê frutos? (Tg 5, 16s). 

Mas, eu não quero ficar só dando exemplos que de todos são conhecidos: fraternidade, equidade, tolerância, justiça, bondade, fé, oração, etc. e não as exercer.

Afinal de contas esta é também a verdadeira e primeira pergunta que os cristãos deveriam se fazer, sentir e conduzir da parte de Jesus:

O que coisa está procurando verdadeiramente na própria vida?

O que é que estou procurando nas minhas questões e inquietações, nas tantas relações e conhecimentos?

O que é que procuro como refúgio no pecado, nas fugas ou nas desorientações?

O que é que estou procurando e pedindo a Jesus na minha oração?

Em suma, o mais importante é usar esse tempo para intensificar as nossas orações, sabendo que Deus quer derramar graças abundantes sobre nós. Mas não se esqueça disso: você pode não se lembrar de Deus, Jesus, mas eles sabem quem você é verdadeiramente.

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tom caet